A deslocação a Ponte-de-Sôr é sempre difícil, não só pela viagem necessária mas também pela forma aguerrida e forte como a equipa alentejana joga no seu pavilhão.
Quem já assistiu a um jogo do Eléctrico no seu pavilhão sabe que ali o basquetebol tem outros contornos e os limites físicos do jogo ganham dimensões distintas a outros pavilhões nacionais.
O jogo iniciou-se a bom ritmo, com ambas as equipas a disputar a liderança no marcador de forma equilibrada. Os visitantes não conseguiam tirar partido da sua maior estatura e portanto o seu jogo interior esteve muito abaixo do que se poderia esperar.
O Eléctrico, muitas vezes em contra-ataque, conseguia nivelar o marcador enquanto os seus jogadores praticavam um basquetebol camuflado com muito jogo físico à margem das leis de jogo.
No segundo período, talvez numa crise de excesso de confiança, o Sampaense desapareceu do jogo e foi completamente cilindrado pela equipa da casa que cada vez que conseguia mais um cesto, mais motivada ficava e começava a acreditar que era possível vencer a partida com uma margem folgada. A reacção dos visitantes resumia-se a uma apatia em todos os seus sectores e o Eléctrico vai para intervalo a vencer por uns inesperados 17 pontos.
No intervalo Cláudio Figueiredo teve de repreender os seus homens e os frutos dessa colheita surgiram logo no início do 3º período.
Contrastando com a fraca exibição da primeira parte, os visitantes entraram fortes e determinados. Começaram a defender com forte atitude e na vertente atacante apareceram mais confiantes e certos que poderiam dar a volta à enorme desvantagem da primeira parte.
Com um parcial superior em 11 pontos os beirões foram para o último período com uma desvantagem mais confortável, porque mais recuperável.
O ritmo do jogo manteve-se muito elevado, o Sampaense continuou a recuperar e chegou mesmo a estar em vantagem no marcador, todas as decisões do jogo ficaram para resolver nas 3 últimas jogadas.
A perder por 3 pontos e 15 segundos para jogar, o Eléctrico vai para o ataque tentar o lançamento de 3 pontos e na tentativa de lançamento, o lançador sofre falta e vai para a linha de lance livre. Falhando logo o primeiro cesto e concretizando o segundo, o treinador dá ordem para o seu atleta falhar a terceira tentativa a fim de criar um possível ressalto. O jogador tentou e conseguiu, a menos de 3 segundos para o fim do jogo os homens de Ponte-de-Sôr ganharam o ressalto criado e concretizaram um lançamento fabuloso que lhes deu a vitória, pois o tempo que sobrava só chegou para uma tentativa falhada na resposta ao sucedido.
O Sampaense perdeu o seu segundo jogo no torneio por culpa própria, não sendo admissível a uma equipa com pretensões a disputar a Liga Portuguesa de Basquetebol começar a jogar no seu melhor nível somente no terceiro período e atrás de uma desvantagem de 17 pontos.
O desenrolar do marcador foi o seguinte:
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1º Período
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2º Período
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3º Período
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4º Período
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Resultado
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Parciais
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17
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19
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28
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9
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16
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27
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19
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24
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Acumulados
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17
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19
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45
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28
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61
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55
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80
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79
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80
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79
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O MVP da partida foi Tai Crutchfield com 17 pontos e 11 ressaltos. No Sampaense destacaram-se também João Balseiro com 13 pontos e Jorge Sing e Alexandre Gama com 12 pontos cada.
No Eléctrico destacaram-se Tiago Pinto e Jorge Afonso com 16 pontos e João Lanzinha com 9 pontos.